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» Investimento público no Alentejo: uma conta de somar

A última parcela a ser colocada na conta do investimento público no Alentejo foi a que decorreu da abertura do concurso público para a construção do troço de rede ferroviária de alta velocidade entre o Poceirão e a fronteira do Caia.

Se observarmos a realidade dos factos verificados nos últimos tempos, concluiremos, sem grande dificuldade, que, no Alentejo, se têm vindo a concentrar importantes decisões de investimento público. São exemplos dessa aposta, entre outros, o avanço e a antecipação dos prazos de concretização do empreendimento de fins múltiplos de Alqueva, a aposta no aproveitamento civil da base aérea de Beja, a revitalização do Porto de Sines e zona industrial contígua, a decisão de localizar o novo Aeroporto Internacional de Lisboa na zona de Alcochete/Vendas Novas, o lançamento da ferrovia de alta velocidade no corredor alentejano e a ligação entre Sines e Madrid em linha férrea de velocidade média.

Ao investimento público do estado central têm, também, correspondido as autarquias, na sua esmagadora maioria, com um notável investimento em construção de infra-estruturas e acessibilidades, bem como na criação de condições atractivas para empresas. A esta conjugação de investimentos não será, certamente, alheia a firme vontade da iniciativa privada de investir fortemente em diversas áreas, de que se destacam o turismo, a fileira agropecuária – hoje revigorada com a existência de água em abundância – e as energias renováveis.

O Alentejo está, pois, perante o maior desafio de desenvolvimento com que já foi confrontado na sua história. Pelo Alentejo passam a maior parte das principais estratégias de desenvolvimento do país.

Nesta conta de somar, resta uma parcela por adicionar: nós, alentejanos(as)!

Estamos nós conscientes das oportunidades que temos à nossa disposição? Teremos nós vontade e determinação para as aproveitar? Estaremos nós a prepararmo-nos adequadamente para sermos uma parcela que se soma às restantes?

Acredito que a resposta às questões anteriores é positiva e que o Alentejo que estamos a construir e que deixaremos às novas gerações será bastante melhor que o Alentejo que recebemos das anteriores gerações. Infelizmente, os nossos pais e os nossos avós nunca tiveram esta oportunidade que hoje nos bate à porta.

(edição de Junho/Julho de 2008)

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