| 
» E a outra face?
Discutiram-se, esta semana, no plenário da Assembleia da República, dois votos relativos ao conflito, que não cessa, entre israelitas e palestinianos.
Os israelitas, tendo sido atacados pelos seus vizinhos, fecharam as respectivas fronteiras e privaram estes dos bens mais essenciais, como a energia, a água, os alimentos ou os medicamentos.
Os palestinianos, enquanto enviavam engenhos explosivos para dentro de Israel, protestavam pelo tratamento desumano que estes lhes davam.
Uns e outros não estão inocentes nesta guerra interminável e ninguém parece querer ceder nem ter qualquer bom senso. Olho por olho, dente por dente, é a máxima que todos seguem.
Qual o resultado de toda esta intolerância e intransigência? Uma guerra sem quartel, interminável e que vai matando, principalmente, os que menos a desejam: os civis, particularmente os mais frágeis.
É claro que não há nenhuma solução mágica para o conflito (aliás, ninguém parece ter). No entanto, parece-me que é altura de se dar um passo à frente: dar a outra face. Dar uma oportunidade para que as pessoas se entendam e possam viver em paz. É necessário derrubar os muros (os muitos muros) que separam os povos, as pessoas, os entendimentos. É necessário que os jovens israelitas namorem com as raparigas da Palestina e que os rapazes deste jovem país namorem as raparigas, suas vizinhas. É necessário que os dirigentes dêem o exemplo e enterrem o machado da guerra e deixem voar a pomba da paz.
É assim tão difícil?
25/01/2008 |